O consumo está tão intimamente relacionado com nossa sociedade ocidental que de fato chegamos a um ponto em que, para algumas pessoas, mais vale o que se tem do que o que se é. Essa já é um critica clichê a atual organização da sociedade, mas nem por isso deixa de ser verdadeira, destaco aqui que a autora Lívia Barbosa (1949) afirma que não há obrigação para como o consumo, nem a punição no caso do não-consumo, mas será que realmente não há punição alguma? Eu diria que não há uma punição oficial, regulamentada por lei, mas há sim uma punição informal muito forte em que aquele que não consome determinado item – neste caso não necessariamente material, mas muitas vezes cultural com um filme – não consegue fazer parte de um grupo. Ou em situações mais extremas e mais claramente identificáveis, aqueles que não tem a possibilidade de consumir, o que quer que seja, de roupas a alimentos, são excluídos e ficam a margem da sociedade. Não que este problema da exclusão seja uma invenção da sociedade capitalista ocidental, arisco dizer que apesar de todos os problemas nunca se prestou tanta atenção nas pessoas com menos condições, seja através de ong’s, do governo, ou mesmo de empresas privadas que através da assistência a determinados grupos, legitima uma imagem que será vendida ao consumidor. Tal fenômeno é cada vez mais comum com os itens ecológicos, que toda empresa, por mais distante aparentemente do conceito de ecologia, que passar para o seu consumidor.
Este é um trecho de um dos trabalhos que fiz este semestre, todos estão disponíveis na página de trabalhos ou aqui em baixo.
Estudos do Consumo
Mídia Impressa
Produção Gráfica