Arquivo para Abril, 2008

COTAS parte 5 de…

Já estamos quase iniciando o mês de maio e tem gente que esta passando na UFRGS agora. Como? Simplesmente porque o poder judiciário vem tendo o bom senso de conceder liminares favoráveis a alunos não-cotistas que obtiveram colocação superior no vestibular em relação aos cotistas e mesmo assim ficaram de fora da universidade uma vez que o governo acha que pode resolver os problemas educacionais dando esmolas, sim porque cotas são esmolas, e abusando daquele velho clichê de dizer que é melhor ensinar a pescar do que dar o peixe… bom o governo deveria abrir uma boa de uma peixaria gratuita.

Por enquanto foram 38 candidatos que conseguiram ‘derrubar’ as cotas, mas isto ainda não é definitivo, uma vez que a universidade tem direito de recorrer da decisão e provavelmente o fará.

A notícia é muito boa só não é ótima porque nem todos os que ingressaram com recursos conseguiram garantir suas matrículas, e as decisões favoráveis aos não cotistas se limitam àqueles que tem renda familiar inferior a alunos cotistas aprovados, ou que foram bolsistas em escolas particulares, e portanto não teriam condições de pagar uma universidade particular, isso não é mérito nenhum, o mérito destes 38 candidatos é terem superado intelectualmente outros e devido a um sistema distorcido não terem sido aprovados.

Yes In English Sir!

Bah, tem um tipinho de manifestação que é ridículo, querer ser nacionalista em coisas que não são necessárias. Uma coisa é amar ao seu país, querer que ele prospere e tudo mais, mas a existência de outras línguas é uma realidade inegável e sua mistura com a nossa também, e não é por causa disto que vamos perder nossa identidade!

Qual é o Problema se eu usar uma camiseta com uma frase em inglês? Vou ser menos Brasileiro por causa disto? Obvio que não! Só tenho que ter o bom senso de saber o que estar escrito e não sai com uma coisa do tipo ‘Fuck me’. Mas a presença de outros idiomas a nossa vida é uma realidade que não vai ser mudada e não vai necessariamente ser nociva a nossa vida, ou brasilidade, pelo contrario, novas expressões podem ser incorporadas de diversos idiomas e novos sinônimos serão criados, afinal de contas o ser humano tem a capacidade de aprendizado que o torna capaz de se comunicar em mais do que uma única língua.

Viva a diversidade!

1ª Estampa

Ontem enviei a minha primeira estampa para o Camiseteria, bom na verdade é a primeira estampa decente, pois um tempo atrás eu tinha mandado umamuito ruim com outro login e tudo. Essa estampa na verdade é um trabalho de interpretação de crônica, no caso da crônica do ultimo post, em que eu optei por fazer uma camiseta, a forma de apresentação era livre, então aproveitei para fazer a estampa, que é meio sem nexo fora do contexto do trabalho, mas mesmo assim mandei pro camiseteria só para sentir as reações.

Se quiserem colaborar e votar na estampa, cliquem aqui.

Um mundo lindo

Morreu o último caracol da Polinésia. Havia um caracol da Polinésia, um caracol de árvore, e nenhum outro.
Era o último. E morreu. Morreu de quê? Ninguém sabe me dizer. O jornal não acha importante revelar a causa-mortis de um caracol da Polinésia. Noticia apenas que com ele extinguiu-se a sua espécie. Ninguém nunca mais verá em lugar algum, nem mesmo na Polinésia, um polinesiano caracol.
Pois eu ouso dizer que sei o que foi que o matou. Ele morreu de ser o último. Morreu de sua extrema solidão. Sua vida não era acelerada, nada capaz de causar-lhe stress, mas era dinâmica; ao longo de um ano, graças a esforços e determinação e impulso fornecido pela própria natureza, o molusco lograva deslocar-se cerca de 70 centímetros. Mais, teria sido uma temeridade. Assim mesmo, de que adiantavam esses 70 centímetros suados, batalhados dia a dia, sem ninguém para medi-Ios, sem nenhum parente amigo companheiro que lhe dissesse, você hoje bateu sua marca? Sem ninguém para esperá-Io na chegada?
O último caracol da Polinésia olhava ao redor e não via ninguém. Ali estava, freqüentemente, seu tratador, o caracol vivia no Zoológico de Londres mas o tratador não era ninguém, o tratador era qualquer coisa menos importante que o tronco sobre o qual o caracol se deslocava, o tratador era de outra espécie. E via, sim, de vez em quando via os pesquisadores que o examinavam, olho agigantado pela lente. Mas os pesquisadores não tinham uma concha rosada cobrindo-lhe as costas. Os pesquisadores também não eram ninguém.
Então o caracol da Polinésia olhava o mundo, e o mundo estava vazio. E como pode alguém viver, como pode alguém querer viver num mundo esvaziado de seus semelhantes?
Seguramente ele era muito bem tratado no Zoológico, comida não havia de lhe faltar - o que come, comia, um caracol da Polinésia? - e de dia e de noite estava livre de predadores. Seus antepassados, talvez ele mesmo na infância, tinham tido que lutar pela sobrevivência. E a vida era dura.
Mas lutavam em companhia. Quando um deles era esmagado - quantos caracóis são esmagados mesmo na Polinésia! outros lamentavam sua sorte. Quando um deles se atrasava em sua marcha - é tão fácil a um caracol se atrasar - outros esperavam por ele. Havia sempre velhos caracóis experientes aos quais pedir conselhos, novos caracóis ignaros aos quais ensinar os segredos da vida. Havia sempre companheiros. E o mundo, povoado de companheiros, era lindo.
Mas os outros, os outros todos foram acabando aos poucos, vítimas do único predador disposto a transformar suas conchas em objetos turísticos. E o último caracol da Polinésia, cansado de ser o último, cansado de ser tão só, deixou-se pisar pela Morte que passava apressada, certo talvez de poder renascer em algum mundo lindo, em que milhares de ovos de caracol preparam-se para eclodir.

Marina Colasanti.

Quebra de padrões hipócritas

Alta, peituda, com bundão, linda, bariga sarada; Bombado, alto, barriga de tanquinho, gatão…

Tudo bem acho que as pessoas tem que se cuidar, tentar manter uma boa aprencia, se vestir bem e tudo mais, acho também que existe um limite aceitável, porque ao menos um mínimo de beleza, boa aparência e vaidade são nescessários. Mas o que realmente não dá pra entender é que pessoas fora dos padrões de beleza querem cobra-los, é uma completa incoerência que acontece cada vez mais em nossos dias. As pessoas cada vez mais querem atingir os padrões, mas mesmo fora deles elas insitem em cobra-los dos outros, como se tivessem alguma moral para tanto.

Beleza é nescessária, saúde também, mas sejamos humanos.

E o povo vai as ruas!

Puta merda! Tudo bem que o casa da menina Isabelle foi brutal, e de grande repercussão, mas o circo que fizerem nos arredores da casa da família dos bandido - sim porque que mata criancinhas é bandido - e da delegacia é uma coisa absurda. No jornal nacional mostrou uma mulher que viajou 400 e poucos quilômetros para ir até lá! É não ter o que fazer mesmo. O que realmente me deixa preocupado é que esses tipos de manifestação só acontecem quando existem crianças envolvidas (lembram do menino João Hélio?), e nunca com parlamentares e demais autoridades públicas. Quem sabe se algum deputado bater em uma criança além de roubar os cofres da união, alguém vai reclamar na frente da casa dele.

Nada contra os atuais protestos, acho certo, mas se é para protestar então vamos protestar assim em todas as situações de abuso e violência, e olha que tem muitas…

Falando em abuso e violência parece que o Sr. Silva que governa este país não estudou (pior que não) muito as funções dos poderes e do exercito. Ele ficou incomodado com o fato do comandante do exército afirmar que sua força serve ao estado e não ao governo e exigiu explicações. Se fosse como imagina o Sr. Silva a cada novo presidente ter-se-ia que trocar de exército. O governo no passa o estado não, mas tudo bem que ele nem deve saber a diferença entre os dois…

Ah! A escola!

Tem coisa tão boa e tão ruim quanto a escola? Não sei, ainda estou nessa, mas de fato não agüento mais, nunca achei aula tão chata como vem sendo ultimamente, simplesmente não to com saco de ficar manhas inteiras ouvindo falarem coisas que eu nunca mais vou precisar depois do vestibular, enquanto eu poderia já estar me encaminhando para alguma coisa que realmente me interesse.

Ensino básico de 9 anos? ótimo, mas então mudem o Ensino médio, tornem-no técnico onde o aluno já pode escolher o que quer cursar, pois não existe nenhum sentido um jornalista, por exemplo, ter que possuir noções de números complexos. Estimular o cérebro? Isso pode ser feito de diversas outras maneiras, existe uma muito boa chamada videogame.

Essa forma atual de ensino, onde se ensina biologia sem nenhuma planta em sala de aula, e com um professor falando por intermináveis minutos na frente da sala, coisas que para a maioria são só um barulho atrapalhando seus pensamentos, está errada. Precisamos de uma reforma educacional, ela vai demorar? Sim muito, mas MUITO tempo. O que seria uma solução interessante, mas cara (bom e barato? só havaianas) seriam salas de aulas específicas para cada matéria, aonde na troca de período os alunos se deslocam de uma para outra. Neste cenário, nas aulas de química os alunos realizariam os experimentos citados no livro, e o melhor de tudo, nada dessa ultrapassada organização em classezinhas enfileiradas, um formato de meio circulo com bancadas me parece muito mais interessante, quem sabe até uma lousa interativa…

Ah! Como é bom sonhar…

A floresta do mal!

(São Paulo, 15 de abril de 2008 ) - A Aracruz Celulose (Bovespa: ARCZ6), líder mundial
na produção de celulose de eucalipto e uma das maiores exportadoras do Brasil,
anunciou hoje a aprovação, pelo seu Conselho de Administração, da expansão de sua
Unidade Guaíba, no Estado do Rio Grande do Sul. As obras terão início no segundo
semestre deste ano e vão ampliar a capacidade total da unidade para 1,8 milhão de
toneladas anuais de celulose branqueada de eucalipto.
O projeto de expansão prevê a construção de uma nova linha de produção de celulose ao
lado da atual, com capacidade para 1,3 milhão de toneladas anuais — podendo atingir 1,4
milhão de toneladas no médio prazo sem a necessidade de gastos adicionais — que
demandará investimentos da ordem de US$ 1,8 bilhão. As licenças prévias ambientais –
florestal e industrial — já foram concedidas pela Fundação Estadual de Proteção
Ambiental (Fepam-RS).

Fonte

Que beleza não!? Bom sinceramente eu não acho, ainda mais depois de no ano passado toda a diretoria da Fepam ter sido trocada e a nova diretoria aprovar a redução da área de preservação ambiental, redução essa que permitiu a esxpansão da fábrica da Aracruz, que utiliza como matéria prima árvores de reflorestamento.

Parece tão bonitinho falar ‘árvores de reflorestamento’, mas essas árvores são plantadas em quantidades gigantescas, e apenas uma espécie o pinus ou eucalyptus, ambos consome quantidades absurdas de água por dia, empobrecendo o solo onde se encontram e liberando resinas que impedem o crescimento posterior de outras especies.

E agora será que isso é tão bom assim ? Para eles talvez…

É bandido? Então mata tudo!

Sabe uma coisa que realmente me alegra? Quando a população se revolta com algum acontecimento, tipo um assalto, ou seqüestro ou alguma coisa do gênero e quer fazer justiça com as próprias mãos. Sim sentar a porrada no filha-da-puta delinqüente. Isso é errado? Olha depende o ponto de vista (religioso, filosófico, legal) mas o fato é que querer linchar um bandido, ou faze-lo, nada mais é do que a prova absoluta do descrédito nas instituições que posteriormente iriam julga-lo, e conceder inúmeras reduções de pena, até chegar o ponto que com um sexto da pena ele já estaria em liberdade. Isso tem que acabar! Deu de regalias para criminosos! Quem se torna criminoso o faz porque quer,e não venha me dizer que a culpa é da sociedade que oprime e não dá oportunidades. Sim isso acontece, mas a decisão entre roubar ou tentar algo melhor é puramente pessoal, além do que quem desafia as leis está ciente dos riscos que está correndo… Tem que acabar com essa frescura de visita intima, prisão é privação da liberdade e para mim privar alguém da sua liberdade inclui privar o sexo, jornal, televisão. Tem que se oferecer livros para o estudo e instituir regime de trabalho em TODAS as penitenciarias do pais. Não estou falando que isso deve acontecer amanha pois sei que se leva tempo, mas tem que ser feito, pois trabalhando o detento se ocupa, aprende a fazer alguma coisa que preste, e pode conseguir dinheiro para a família, ou para si mesmo quando sair, ou no caso de fazendas penais, ele produziria seu próprio alimento, ajudando a bancar sua estadia na terra do sol quadrado.

Perigo!

Talvez só este título já tenha atraído uma meia dúzia de leitores… Mas por quê? Por que situações perigosas atraem tanto as pessoas? Já tinha ouvido falar aquelas coisas do tipo “quanto mais próximo da morte mais vivo você está” mas nunca tinha pensado a fundo como as pessoas se atraem por situações perigosas, sejam diretamente envolvendo elas ou assistindo outros. Não digo que tem algo de errado nisso, eu mesmo neste fim de semana que passou presenciei uma operação da policia para acabar com um roubou/seqüestro e realmente depois da surpresa inicial estava achando a situação muito interessante. Mas o que realmente acredito que mais atrai as pessoas é esta proximidade com a morte e até mesmo sua eminência.

Falando em perigo Reza-a-lenda-do-Saçi que vão bloquear o WordPress no Brasil!

Puta merda mesma coisa que aquela vez do YouTube e a pimbadinha em baixo da água. Será que vai demorar muito para existir uma lei própria para casos envolvendo a internet? Sim vai demorar muito, mas pelo menos enquanto poderia haver algumas explicações para os excelentíssimos membros do poder judiciário brasileiro, para informa-los que não é possível (pelo menos é o que dizem os nossos provedores) bloquear exclusivamente uma pagina de servidores do tipo do WordPress onde temos um domínio dentro do domínio geral o que até aonde eu sei faz com que haja apenas um endereço de IP, o do próprio wordPress, então para tirar um blog do ar (que nem isso eles informam, que blog eles querem tirar do ar?) é preciso tirar todos!

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