As votações já começaram, e agora? Será que aprovam as pesquisas com células tronco ou não? Bom sinceramente eu acho que sim, até porque existe uma grande campanha pró-presquisas com células tronco embrionárias.
Eu acredito que a vida começa logo após a fecundação, e sendo assim as células tronco já fazem parte de algo vivo, no caso do inicio de uma pessoa. Então produzir embriões exclusivamente para a pesquisa é matar pessoas. Mas se como disse a bióloga Mayana Zatz em entrevista a revista veja desta semana (edição 2050) os embriões que serão utilizados são apenas embriões que se encontram congelados a mais de três anos em clinicas de fertilidade, e que foram descartados no processo de inseminação artificial e apenas com a autorização dos ‘donos’, pais ou como quiser denominar as pessoas que forneceram os espermatozóides e óvulo para a formação deste embrião. Dai sim podemos pensar em levar adiante as pesquisas. Uma vez que estes embriões tem no geral entre 2 e 5 dias o que segundo a teoria de que a vida começa aos 14 dias, ainda não seriam seres vivos… Menos mas, porque afinal de contas nunca saberemos se a vida começa propriamente na fecundação ou em qualquer outro período entre ela e o nascimento.
Segundo esta mesma bióloga, o outro destino destes embriões em pouco tempo seria a lata de lixo. Desta forma é melhor que estes indivíduos (sim já falei quando eu considero o inicio da vida) pelo menos ‘morram’ (será que é essa a palavra apropriada? deixem de existir quem sabe) por algum propósito maior que seria ajudar a salvar outras vidas, e não apenas como resto de clinicas de inseminação artificial. Porém ai que se encontra o problema. A lei precisa ser bem especifica se não clinicas estarão produzindo ’sobras’ a mais, apenas para alimentar a demanda para pesquisas, dai entramos no que eu falei no inicio deste post, que produzir embriões exclusivamente para a pesquisa é matar pessoas.
Mas o fato é que toda esta questão é muito complexa, avanços deste tipo na ciência sempre causam divergências, pode ser que as células tronco venham resolver muitos de nossos problemas, pode ser que elas causem mais (dizem que elas podem virar células cancerígenas, já que viram qualquer tipo de célula), antes de pesquisas de qualidade não saberemos, o problema é que para desenvolvermos estas pesquisas entramos em questões morais profundas. Espero que não venhamos a cometer nenhum erro.
Sim este post surgiu a partir dos comentários da aula de história de hoje e das discussões surgidas lá. E o Alcides também fala a respeito.

Pra mim também: vida é só depois que nasce. Sou a favor de aborto também. E em casos de vegetatismo, que acho algo muito triste, ninguém quer ou gosta de depender dos outros ainda mais ficar sem se mover e falar, também acho válido. As pessoas se pegam a umas questões “idiotas” as vezes, olha o que e como células tronco vão revolucionar a medicina. E é isso que importa.
Mas não tem aquela de que as células tronco estão no cordão umbilical? Não pode usar esse cordão depois que a criança nasce? Daí seria uma boa, cordão umbilical não serve pra nada mesmo.. E tem gente que guarda ainda. Que nojo. hehe
Abraço.
Por esse critério, seria proibido usar cobaias em laboratórios. São vidas, não? Irracionais? Embriões também não são?
Falando sério, essa questão que é mais religiosa, com a igreja dando palpite, poderia ser resolvida facilmente.
Padres não se metem com ciência e em troca ninguém vai falar sobre a Teoria da Relatividade na missa.
Ihh… já acontece isso da segunda parte.
Por sinal, é interessante como gente que promoveu a queima de pessoas na fogueira pode falar em defender vidas.
Hum quanto as células do cordão umbilical acredito que elas sejam do mesmo tipo que as células tronco adultas, elas podem sim se transformar em diversos tecidos mas não em QUALQUER um, ai que esta a diferença para as células tronco embrionárias, e o que torna elas tão importantes.
Eu acho que todos tem que se meter na discussão sim, afinal de contas são vidas humanas, irracionais? Sim, mas ainda assim humanas.
Células-tronco não vão ser mais tão úteis com a tecnologia de engenharia de células somáticas humanas.
Essas novas tecnologias, também denominadas transdiferenciação, criam novos tecidos com o próprio DNA do paciente, ao converterem um tipo de células (por exemplo, uma célula da pele) diretamente em outra (por exemplo, uma célula das ilhotas pancreáticas ou do coração), sem o uso de células tronco fetais.
Tem inovações recentes nessa área. Cientistas dos EUA e da Noruega converteram, com êxito, células humanas da pele diretamente em células nervosas e do sistema imunológico. (HAKELIEN, A.M. et al. 2002. “Reprogramming fibroblasts to express T-cell functions using cell extracts” Nature Biotechnology. maio; 20: 460-466.)
Hematech, uma empresa de Biotecnologia, reprogramou fibroblastos a um estágio primordial, no qual possam ser convertidos em outros tipos de células.
Analisem a pergunta: qual a diferença entre uma célula da pele e qualquer outro tipo de célula do corpo? Afinal de contas, todas têm o mesmo DNA. As diferenças encontram-se em fatores sinalizadores de proteínas. Estes incluem peptídeos e fragmentos curtos de RNA, que, agora, começamos a entender. Ao manupularmos essas proteínas, poderemos transformar um tipo de célula em outro.
Aperfeiçoar esta tecnologia não apenas dissiparia essa questão política e ética polêmica, mas também proporcionaria uma solução ideal, a partir de uma perspectiva científica. Se forem necessárias células das ilhotas pancreáticas ou do tecido renal – ou, até mesmo, um coração inteiro-, para evitar reações auto-imunes, a preferência será produzi-las a partir do DNA do próprio paciente, e não do DNA das células reprodutivas de outrem. E essa abordagem usa as células da pele do paciente, existentes em abundância, e não as raras e preciosas células-tronco.
Esse processo desenvolveria diretamente um órgão com a constituição genética do indivíduo, e o novo órgão teria seus telômeros copmletamente alongados até a extensão original da juventude (telômeros é um negocinho que faz nossas células irem envelhecendo e morrendo), tornando um novo órgão jovem novamente. Isso significa que um homem de 80 anos de idade poderia ter o coração substituído pelo mesmo que ele tinha quando estava com, digamos, 25 anos =)))))))))))
O gene mestre que permite que as células-tronco permaneçam jovens e pluripotentes (capazes de se diferenciar em praticamente qualquer outro tipo de célula) foi descoberto e denominado nanog por uma equipe do Instituto para Pesquisa de Células-Tronco, em Edimburgo, na Escócia. (http://www.newscientist.com/article.ns?id=dn3786).
“Nanog parece ser um gene mestre que faz as células-tronco embrionárias crescerem em laboratório”, disse Ian Chambers, um dos cientistas da equipe. “De fato, este [gene] torna as células-tronco imortais.” A informação é um grande passo para conseguir transformar qualquer célula (por exemplo, uma célula epitelial) em uma célula pluripotente, que pode, então, ser transformada em qualquer outro tipo de célula.
snipa – February 6, 2008 at 10:37 pm
Puxa não sabia dessa
é realmente uma boa!
Otimo
entao outras vidas que nao humanas podem ser usadas como experiencia ?? que negocio ‘e este? nos fazemos parte de um todo, e ano o que julgamos o que somos! Veja Galileu Galilei, nao somos o centro do universo, sinto muito em decepciona-los! a igreja esta anacronica, burra, ignorante, com seguidores igualmente estupidos.Bendita Mayana Zatz!!